ocupação escolas uberlândia (Foto: Matheus Rezende/Arquivo pessoal)
Alunos ocuparam escolas de Uberlândia em protesto 

Foto: Matheus Rezende/Arquivo pessoal

Cinco escolas estaduais de Uberlândia ainda não foram desocupadas, conforme informou a Superintendência Regional de Ensino (SRE) na manhã desta quinta-feira (10). Diretores das demais unidades de ensino cumpriram uma ordem judicial e orientaram alunos a deixarem os locais. O movimento começou dia 18 de outubro e pelo menos 24 escolas haviam sido invadidas.
Segundo a SRE, a direção das escolas Guiomar de Freitas (Polivalente),  Uberlândia e Lourdes de Carvalho recebeu a recomendação do expedida pelo juiz da Vara da Infância e Juventude, José Roberto Poiani, e estão negociando a saída dos estudantes. Já as escolas Cidade Industrial e Messias Pedreiro ainda não receberam o ofício.
Segundo o juiz, os ocupantes têm um prazo de 24h para deixar o local após a notificação. O descumprimento acarreta em uma multa diária de 50 salários mínimos. Na intimação, foi exigido que o Conselho Tutelar e os diretores de cada instituição acompanhem o processo de desocupação e seja enviado à Justiça um relatório sobre como foram feitos os trabalhos.
As desocupações pacíficas iniciaram na manhã desta quarta-feira (9), mais de 20 dias após o início das manifestações. Os alunos protestam contra a Medida Provisória (MP), que altera o sistema de ensino médio no país, e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55 (antiga 241).

Outras escolas desocupadas
Desde o início do movimento, pelo menos 25 escolas haviam sido ocupadas e mais de 22 alunos ficaram sem aulas em Uberlândia. Devido ao movimento, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi adiado para milhares de alunos.
No dia 3 de novembro, os estudantes deixaram a única escola múnicipal ocupada (Escola Municipal Hilda Leão Carneiro). Já no início da semana, as aulas em duas escolas estaduais voltaram ao normal, depois de reuniões realizadas entre os pais de alunos e o promotor Vara da Infância e Juventude.
Entenda o caso
O movimento de ocupações em Uberlândia começou no dia de 18 de outubro. Após ouvir pais e alunos contra e a favor da ocupação e receber áudios do superintendente Regional de Ensino, Jakes Paulo Félix dos Santos, o promotor concluiu em um inquérito de mais de 300 páginas que o movimento de ocupações em Uberlândia foi influenciado por cunho político.
Depois destas declarações, Jadir emitiu um comunicado dizendo que sofreu ameaças na sexta-feira (4) e orientou alunos e professores para que não retornassem às aulas nas instituições ocupadas até que fosse realizada a desocupação por ordem judicial.
Na terça-feira (8), o juiz José Roberto Poiani, da Vara da Infância e Juventude determinou que o Estado promovesse, dentro de 24 horas – a contar da data de recebimento da intimação, a desocupação.
Texto: Vanessa Pires